Fernando Augusto

Artista

Fernando Augusto desenvolve uma produção que atravessa pintura, desenho, fotografia e literatura, tendo o desenho como eixo estruturante de sua prática. É a partir dele que o artista constrói sua obra, utilizando-o como ferramenta de pensamento e articulação entre diferentes linguagens.

 

Sua produção se organiza como um campo expandido, no qual imagem, escrita e gesto se entrelaçam. Elementos como palavras, anotações, fragmentos visuais e registros do cotidiano convivem em superfícies que operam como espaços de construção e reconstrução contínua, onde desenho e pintura, forma e linguagem se contaminam mutuamente.

 

O artista investiga temas ligados ao cotidiano, às relações interpessoais, à cultura, à natureza e à tradição artística, frequentemente articulados a partir de cenas e referências da vida brasileira. Esses elementos não aparecem de forma descritiva, mas como vestígios e fragmentos que se sobrepõem, criando composições abertas, marcadas pela instabilidade e pela ambiguidade.

 

Em suas pinturas, a imagem muitas vezes emerge de atmosferas densas e imprecisas, em que formas se insinuam sem se fixar completamente. Paisagens, arquiteturas e elementos naturais coexistem com signos gráficos e textuais, em um fluxo contínuo de transformação, no qual uma imagem se desdobra na outra e os limites entre representação e abstração se tornam difusos.

 

A relação com a literatura também se manifesta de forma recorrente em sua prática. Ao intervir em livros, catálogos e publicações, o artista amplia o campo do desenho para além do suporte tradicional, criando obras que tensionam leitura e imagem e propõem novas formas de construção narrativa.

 

Sua trajetória inclui exposições no Brasil e no exterior, além de obras presentes em importantes coleções institucionais, como o Museu de Arte Contemporânea do Paraná, a FUNARTE, o Museu de Arte do Pará e a Coleção Pirelli/MASP.